Além do espetáculo


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A insustentável leveza do ser

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“Os personagens de meu romance são minhas próprias possibilidades, que não foram realizadas. É o que me faz amá-los, todos, e ao mesmo tempo a todos temer. Uns e outros atravessaram uma fronteira que me limitei apenas a contornar.”

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Se isso que Kundera declara em A insustentável leveza do ser é verdade, das três, uma: 1) ou ele sabe mentir muito bem, 2) ou ele é muito parecido comigo ou ainda 3) no fundo, lá no fundo, todos somos muito mais parecidos entre si. Continue reading

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A transfiguração do lugar-comum

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Sem saber muito por que, eu comecei a ler Arthur Danto há uns meses; talvez tenha sido simplesmente por se tratar de um livro de teoria da arte. Só sei que acabou me ajudando bastante no meu projeto de conclusão de curso, embora eu nem o tivesse lido inteiro.

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Review: Astronauta – Magnetar

Tenho que admitir publicamente: nunca fui um menino que leu muito Turma da Mônica. Não sei se meus pais preferiam que eu lesse livros – aí sim, temos de montes – ou se eu simplesmente preferia jogar computador e brincar de pega-pega, mas, no frigir dos ovos, não lia Turma da Mônica. Um gibi ou outro de um primo, num consultório, na livraria, mas acho que nunca cheguei a comprar um sequer. Que fique claro: não o acho incompetente; muito pelo contrário. Hoje, com nenhuma alguma noção, vejo que é extremamente admirável ele sobreviver e criar tanto espaço em um ambiente tão árido quanto o mercado brasileiro.

Desabafo feito, podemos começar a entender o Magnetar de Danilo Beyruth.

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