Além do espetáculo


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Estranhamento

É preciso destruir toda e qualquer naturekza de admiracao e nostalgia. Delas vem a inevitabilidade da estagnação.

Todo olhar, todo gesto precisa ser desviado; toda percepçao ressugnificada.

Todo pacote arbitrário que lhe foi passado só ata suas potencias como a um escravo; por isso, é necessario queima-las e respirar-lhe a fumaça como quem traga o perfume do ente amado.

É preciso desejar, mas nao o mero consumo. É preciso desejar o desvio. É preciso buscar o inconsciente, os sonhos reprimidos mas tambem nao como o complementar da realidade em relaçao ao cosmos, mas como a intersecao do cosmos com a subjetividade.

Apenas ter vontade não é o suficiebte, é preciso desejar. Da mesma corma que se busca o awe, o deslumbramento; nao a mera recompensa, o biscoito que se da ao cachorro depois de pegar uma bola.

É preciso buscar não as semelhancas, mas a difernncas, porque para a mente automatizada, estigmatizada, tudo é semhanca. Tudo è comparavel. Nas è preciso ver na mais oerfeita repeticao a diferenca e q singukaridade

É preciso destruir qualquer esperanca de visibilidade a fim de admirar o invisivel. É preciso admirar as conquistas mais minimas, pois elas sao as mais cheias de potencia e vazias de nostalgia. Elas sao as mais

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Estou repostando essa ilustra porque na primeira vez, ela foi postada com o número errado. Essa ilustração foi a 51, mas eu repeti como 50, entao, desde então, as ilustras estão com um dia a menos. Acredito que agora a conta vai fechar certa.

Não, não. Eu seria um idiota se eu dissesse que minha vida é difícil. Com tanta gente passando o que passa por aí… não. Eu sou difícil. Eu sou fundamentalmente composto por problemas e defeitos que só deus sabe se e quando eu vou conseguir eliminar.

Também não é fraqueza, é se sentir sobrepujado: as possibilidades são tantas, as pessoas tão ilimitada que qualquer tentativa de escolhar uma das portas em detrimento das infinitas outras cria um problema insolúvel na tentativa de abarcar toda pluralidade.

Não, não. Sou eu. Eu que me apoio em “teorias ” otimistas nas quais um novo futuro pode ser reescrito, que nosso passado pode ser superado. É um esforço vão e ingeunuamente otimista.

Morro de sono. Morro de tédio. Hoje já foi.

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ou como é que acontece?

é como se fosse ser uma sombra, sabe, sei que você não sabe, mas finja que sabe pra que a gente possa continuar essa conversa, então é como se fosse ser uma sombra, ou aquele sonho breve que escorre da sua mente quando você abre os olhos, ninguém mais lembra de você, sim, você esteve lá, mas, sabe, como é que dizem mesm– objetivar, as pessoas não objetivam você na memória delas aí quando por acaso alguém diz, lembra dela?, alguma memória distante, quase irreal, mais irreal que o sonho até, emerge de repente, siiiiim, com o i bem demorado, pra ir puxando mais fios no novelo da memória, toda enroscada, então, é mais ou menos isso, uma sombra na memória, uma mancha, desfocado, nem o rosto você lembra mais direito, só sabe que era alguém, lembrei agora de uma música de the doors, i can’t see your face in my mind, não importa muito quem, mas alguém, mas você faz isso por que quer, por que gosta, qual a razão, sabe, é aquele tipo de coisa que não é bem controlado, assim, de repente, você se dá conta e é isso mesmo, sem saber muito porquê nem como nem nada, lembrei agora de chico, sabe teresinha? o terceiro me chegou como quem chega do nada, na na na na na na, foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não, é mais ou menos assim que acontece

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