Além do espetáculo


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Review: Astronauta – Magnetar

Tenho que admitir publicamente: nunca fui um menino que leu muito Turma da Mônica. Não sei se meus pais preferiam que eu lesse livros – aí sim, temos de montes – ou se eu simplesmente preferia jogar computador e brincar de pega-pega, mas, no frigir dos ovos, não lia Turma da Mônica. Um gibi ou outro de um primo, num consultório, na livraria, mas acho que nunca cheguei a comprar um sequer. Que fique claro: não o acho incompetente; muito pelo contrário. Hoje, com nenhuma alguma noção, vejo que é extremamente admirável ele sobreviver e criar tanto espaço em um ambiente tão árido quanto o mercado brasileiro.

Desabafo feito, podemos começar a entender o Magnetar de Danilo Beyruth.

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Diário Gráfico de Renato Alarcão – Primeiras impressões

Acabo de sair do segundo dia da oficina Diário Gráfico de Renato Alarcão, trazido aqui para Recife pela Corisco Academia e vim fazer um post rápido, porque parece que estou até com alergia ao computador.

Essa semana vou fazer um post mais detalhado sobre a oficina – além de outro diário gráfico –, sobre o que você pode aprender e que resultados nós obtivemos, mas de antemão: foi fantástico. Vai parecer puxação de saco, mas foda-se: Alarcão é foda. O trabalho dele – não precisa ser muito inteligente para ver – é absurdo; e como pessoa, é tão foda quanto ele é como artista. De puxar assunto a mostrar seus sketchbooks, ele é um cara muito de boa – mas mesmo assim, me espantei quando ele disse “[o sketchbook] tá aí na minha bolsa. abre lá!”. Tudo isso sem perder a qualidade das respostas para perguntas óbvias e comentários estúpidos – eu mesmo não escapei de uma delas.

Por outro lado, uma coisa que também ficou clara foi que esse formato de dois dias é só aquele tira-gosto: o maior tesouro tá no formato de 5 dias, que, pelo que entendi, ele só ministra lá no Rio. No fim das contas é uma oficina extremamente produtiva, tanto que – como o próprio Alarcão disse –, se você não fizer um próprio na próxima semana, esse conhecimento se autodestruirá.

Ah, apesar de eu não ter ficado com o diário gráfico que produzimos em grupo, sei que ele está em boas mãos!

Então, se você acha que minha opinião vale de alguma coisa: vá à oficina na próxima oportunidade que você tiver.


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Estudo de Leopold Schmutzler

Fiz hoje um estudo de mais ou menos uma hora e meia com nanquim uma tinta acrílica líquida semi-transparente:

Foi bom lembrar como é pintar com isso, apesar de estar bem desacostumado. Outra coisa que foi bem difícil de acostumar foi com a transparência do esquema: a cor mudava muito depois de secar. O legal dessa tinta é que era agradável dar várias camadas sucessivas de tinta, ao contrário da aquarela, com a qual eu me ferrei algumas vezes por isso.

Mas enfim, aqui estão os estudos!

Ah, sim, e a referência aqui! Eu só tinha visto esse trabalho dele, mas numa googlada deu pra ver que o cara é mais foda do que parece!


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As linhas de Egon Schiele

Ae!

Esses dias eu fui no shopping com minha namorada e, de praxe, fomos na livraria. Tava dando uma olhada em livros aleatórios e achei um sobre Egon Schiele. O que eu vi, me fascinou.

A linha dele é absurdamente expressiva e muito foda. Fiquei muito tempo admirando aquelas linhas fantásticas e aquele jeito que representar o corpo humano. O trabalho dele é até meio visceral, cru, com relação aos nus, o que só reforça a expressividade das linhas fantásticas dele. Pela leitura escrota dinâmica que eu fiz, ele recebeu influências de Klimt ou era contemporâneo a ele, o que realmente é visível. Só que não aquele Klimt escroto da árvore lá.

Inclusive, quando eu bati o olho, me lembrou Aeon Flux; após uma googlada, vi que alguém também já tinha notado a semelhança:

Ah, e só pra aqueles que acham que estilizar é mais fácil do que fazer algo mais realista, olhem um estudinho humilde dele:

Saquem mais do trabalho dele!

Esbocei alguns trabalhos dele e, cacete, só me impressionaram mais! O domínio de anatomia é absurdo, o controle das linhas é ainda maior do que eu tinha observado e o uso do espaço em branco é magistral. Eis aqui meus estudos:

Foi particularmente difícil, porque as linhas dele são soltas mas extremamente precisas. O retrato daquela mulher, por exemplo, eu consideraria uma falha completa. Na mulher deitada lá em cima, deu pra ver que ele fez tirando o lápis poucas vezes do papel; coisa que pra mim é muito difícil: eu preciso reconhecer a área total primeiro, e ao fazer isso com essa linha dele, muito da expressividade se perde. As geometrizações que ele faz são muito boas, também. Esse cara aqui no canto direito embaixo também foi uma falha bem ruim minha, mas a estilização dele tá muito foda e parece até uma estilização meio pra 3D. Mas enfim.
É isso!