Além do espetáculo

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Nada mais me é criado pela imaginação; a todo tempo, minhas percepções turvas me trazem apenas a visão dela. Memória, realidade e sonho não são mais diferentes para mim. Ela ainda está ali e eu a vejo se mover lentamente, cada gesto leve e natural – natural como nada mais; ainda que comparado ao lento desabrochar da mais bela flor, natural, a única coisa perfeita, sublime.

Mas ela cobiça ver meu rosto.

Sonho, memória, realidade, não sei! Não me importa, nada me importa! Não consigo ver seu rosto! Percepções me enganam, os sentidos tomam-me por tolo! Escárnio! Vejo-a se dissipar, fumaça. Cruel e lenta, acaba.

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Author: Eduardo Souza

Talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses, porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso. alemdoespetaculo.wordpress.com animusmundus.wordpress.com

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