Além do espetáculo

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Não sabia se deveria entrar ali. A porta entreaberta permitia que o perfume a hipnotizasse, quase perdendo o controle de seus sentidos; as flores podem ser tão maliciosas quanto delicadas. O medo ia se dissipando. Calor ia-lhe corando a face. Já podia ver aquele enorme jardim, seus sentidos se misturando, se perdendo e se encontrando de maneiras diferentes a cada instante. Ali, conseguia tocar o agora enquanto as mais diferentes pétalas a tocavam em retorno. Nada mais existia – nem tempo, nem espaço – só Tudo, só o Uno, só o eterno devir, só o presente.

Author: Eduardo Souza

Talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses, porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso. alemdoespetaculo.wordpress.com animusmundus.wordpress.com

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