Além do espetáculo

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Ela gostava da noite. Não tanto pelo silêncio, mas por sentir como se qualquer barulho – qualquer respiração – mudasse tudo. Como o bater das asas de uma borboleta.

Se maquiava. Não por que iria sair, mas para se ver no espelho. Gostava da ideia de que poderia se tornar outra coisa quando alterava seu rosto – gostava de perder quem era e imaginar outros seres ali nos seus olhos, sempre para se decepcionar. Após minutos de introspecção, encontrava a si mesma, que tanto tentou perder. Desviou o olhar. Não suportava sua imagem. Sua identidade. Sua.

Author: Eduardo Souza

Talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses, porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso. alemdoespetaculo.wordpress.com animusmundus.wordpress.com

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